quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Infidelidade mode off


Daí que rolava a festa do ano na cidade. Vaidosa que sou, aprontei-me para o evento com o intuito de arrasar (quem lê até pensa: aí tem qualidade. Ô dó!). Som tocando, papo aqui, como vai acolá e de repente, um senhor com os seus 40 e lá vai cassetada e de aliança nos dedos há pelo menos 20 anos me olha como se nunca tivesse visto um vestido na vida e solta: ahhhhhhh se fosse a 20 anos atrás!


Gente, me segurei para não soltar o #morrediabo mais estrondoso da minha vida, já que apenas alguns metros me separavam  da sortuda esposa do dito cujo. Sabe aquela história batida de corna que mantém a pose para se fazer de superior perante as amigas? Pois é, pode até parecer comum, mas tenho certo asco #quenojinho de fatos e pessoas do tipo. Definitivamente, é de doer os dentes.


Esse é um claro exemplo de como é tênue a linha da fidelidade. Se eu fosse desta nova geração de mulheres, criadas comendo frangos abarrotados de hormônios de origem duvidosa e vulgarmente intituladas de piriguetes, teria jogado um charme pro coroa - que, detalhe, não é de se jogar fora. Seria só mais um chifre, verdadeiro? Para mim soa mais falso que o “felizes para sempre” de certos casamentos que vemos hoje em dia, ou da maioria. Longe de mim julgar quem pensa o contrário de mim ou simplesmente é infiel por escolha. Cada um que arque com as consequências dos seus atos.


Como fui criada com muita galinha caipira lá no interior, tenho um jeito ainda fadado de tradicional de pensar a fidelidade, ainda mais quando se foi traída por 90% de seus namorados. Vou nem falar quantos tive para não parecer mais dramática a situação, garanto apenas que foi o suficiente para o ter o pé atrás com todos os homens que se aproximam. Aí você pensa que por isso desisti da fidelidade, especialmente quando uma traição específica causou uma dor inexprimível, que cinco anos depois ainda não consigo definir ao certo como foi e graças aos céus não voltei a sentir. Mas não desisti, e me orgulho muito disso.


A meu ver, vago e inexperiente para a maioria, a fidelidade é a base para uma história sólida e de boas lembranças. É confiança e respeito para com o companheiro e, acima de tudo, consigo mesmo. É aproveitar a oportunidade ímpar de viver com aquela pessoa uma passagem exclusiva da vida, em todos os sentidos. Não é deixar que o outro seja o escolhido. É ter o privilégio de ser a escolha certeira de outrem, mesmo que por tempo limitado. É conviver sem culpa e por inteiro.


Nunca consegui começar um novo relacionamento sem antes ter a certeza de que os laços anteriores foram rompidos, mesmo que bruscamente. Até mesmo com o tal do PA* - sim, já tive e recomendo - rola fidelidade. Posso até não ser a única dele, porém sou exclusiva durante o período que determinamos para nos relacionar. Certeza que alguém está afirmando internamente: “é por essas e outras balelas que já não tem mais banco pra Cláudia sentar”. 


Comigo sempre aconteceu assim: um de cada vez para não virar bagunça. Porque sou bem ciente dos meus limites e valores e, por isso, sei exatamente o que vai fazer minha consciência pesar. Também por via das dúvidas nunca testei meus limites para comprovar essa tese. Vai que a dor seja tão insuportável como a que senti quando fui traída pelo cara que mais gostei nesses míseros anos de vida. Não sei se suportaria.


Também não vou dar uma de santa. Se assim fosse não estaria neste mundo de provas e expiações, que sempre reserva tentações para a jornada. E que tentações, cá entre nós. No entanto, traída como fui e por não desejar essa dor miserável a ninguém (e isso inclui as piriguetes tá gente?), valorizo a fidelidade. A coisa anda tensa, diga-se de passagem, pois a proporção de homens gays e safados beira quase metade a metade. Mas romântica que sou, ainda sonho em ser exclusiva para alguém. E que seja eterno enquanto dure.


*PA (substantivo masculino): sigla usada na contemporaneidade para designar o sujeito escolhido para levar a mulher ao céu durante o sexo sem, no entanto, envolver laços sentimentais e com o qual ela terá a chance de viver momentos tão, mas tão singulares, que só terá coragem de revelá-los às netinhas durante crises de Mal de Alzheimer, como que a aconselhar: “olha minha netinha, amar de verdade você amará poucos ou apenas um, mas nem por isso você deve esquecer que o restante dos homens tem algo de bom a oferecer. E como tem”.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por que pudor quando o assunto é sexo?




Primeiramente, gostaria de dizer que este post é um divisor de águas. Mãe, quando a senhora ler as linhas abaixo, não julgue mal a filha que a senhora criou tão bem. Ainda continuo a mesma, mas com alguns aprendizados a mais. E que aprendizados, diga-se de passagem.

Em segundo, o assunto, como já ficou BEM claro, fugirá ao perfil romântico e poético do blog. Não se assuste, caro leitor. Isso não significa que deixei de ser a Menina dos Olhos, romântica por natureza. E quem disse que romantismo não combina com sexo? 


Por último, não sou uma conselheira sexual. Estou longe disso. Mas, vamos lá. A inspiração para esse devaneio veio de uma conversa que tive voltando para casa com dois amigos de trabalho, que de repente começou a ficar picante. Sexo em pauta: posições, tamanhos, calcinha molhada, e por aí vai. Um deles – homem por sinal – fala para mim algo mais ou menos assim:


- Se você não estivesse aqui, o assunto não estaria tão quente. Você nos inspira a falar de sexo!


Pronto, foi o bastante para me sentir uma depravada, piriguete, Ariadna, fogosa e adjacentes. Aí a amiga que estava dirigindo o carro de repente pergunta:


- Você já testou alguma posição exótica?


Aí torou a paca, conforme o dialeto turvanês. Senti-me a experiente, a sabe tudo, para não dizer uma profissional do sexo. Que vergonha fiquei de mim. Senta lá, Cláudia! Por que perguntar isso logo pra mim? Era mais fácil perguntar para o outro amigo, que com certeza, tem muita mais experiência de vida do que eu.


Confesso: eu peco por excesso. Não por falar demais, mas por não ter vergonha nenhuma de expor o que sinto com quem acho que mereça minha confiança. E se tem uma coisa na vida que eu tenho certeza atualmente é que eu gosto de sexo. Eu amo sexo. Gente, como sexo me faz bem. Quem não me conhece, vai se assustar. Quem convive, já tá cansado de saber disso, pois não tenho nenhum pudor em dizer, só para minha mãe, é claro.


Vai fingir que você também não gosta e talvez até mais do que eu? O que me intriga é o fato de as pessoas terem tanto medo de falar de uma das poucas coisas do mundo que nos fazem esquecer os nossos problemas, relaxar, ir ao céu, sentir-se satisfeito.


É claro que há pessoas e lugares certos para discutir a questão, mas quem disse que falar de sexo é fora dos padrões? Por que mulher deve expor suas intimidades só para as mulheres e os homens, só em clubes do bolinha? Pergunto mais: por que relacionar sexo só a pornografia, orgia, depravação, pobreza de espírito, falta de Deus, antireligião, enfim, pecado? O mundo de hoje já não comporta tanta caretice.


Não acredito que Deus, em sua infinita sabedoria, teria nos permitido sentir algo tão maravilhoso, a ponto de ser inexplicável, para depois nos julgar como pecadores. E se não é pecado, erro, burrice, por que fingir que você não faz, que não tem desejos ou fantasias a serem realizadas?


Ter uma vida sexual ativa faz bem para saúde do corpo, mas principalmente, da alma. Como é bom  sentir-se desejada, querida, e ao final de uma relação, ofegar como a demonstrar que aqueles últimos segundos foram ímpares. Claro que tudo requer uma dose de responsabilidade para não virar bagunça. Mesmo assim, uma aventura de vez em quando é muito bem-vinda, afinal, é possível aprender até com os erros.


Pode até parecer que as minhas palavras soem como falta de romantismo. Longe disso. Não nasci para ser amante. Fui criada para ser amada. E ainda espero encontrar aquela pessoa preparada para seguir comigo até o resto dessa vida. A cada dia que passo, sinto que o dia do encontro está mais próximo, isso se ele já não aconteceu sem que eu me atentasse para o fato. Vai saber.


Não pensei assim a vida inteira. Depois de uns certos tropeços, percebi que sexo, mesmo sem amor, pode ser mais que um prazer momentâneo. Pode se transformar numa lembrança inesquecível, seja com namorado, amigo, PA ou com aquela pessoa que você mal conhece. 


Não tive muitas relações. Por mais incrível que possa parecer, sei exatamente com quantas pessoas cheguei a tal ponto de intimidade. Eternizei cada segundo, cada detalhe, cada gesto, cada olhar, cada toque. Não foi simplesmente ficar. Foi um ato para toda a vida. 


Enfatizo: não tenho pudores para falar nada do que penso. Sempre acreditei que a sinceridade está entre as qualidades mais preciosas de uma pessoa. Posso até ser taxada de maliciosa, inconveniente, pervertida, foda-se. Quem me conhece sabe que, no fundo, sou uma menina sonhadora, de imaginação fértil e que não mede esforços para encontrar a felicidade e deixar feliz quem está à minha volta.


Se alguém que está lendo esse texto não acha isso, por favor, seja corajoso o suficiente para chegar em mim e dizer que sexo não deve ser assunto de nossas conversas. Saberei entender perfeitamente. Caso o contrário, bem-vindo ao clube dos que acreditam que sexo é bem mais que uma busca por prazer. É uma necessidade.


P.S. Não me venham com depoimentos com propostas indecentes. Não é porque gosto de sexo que não seleciono.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Crônica da espera



Ela estava ali, com olhar distante e destino incerto.
No que pensava? Para onde viajava? Sonhava, chorava ou alegre estava?
Não dá para imaginar.

Ela aguardava ali, com o fôlego cansado e as mãos calejadas.
No que acreditava? Poderia seguir adiante? Pensou em retornar por algum instante?
Não dá para decifrar.

Ela refugiava-se ali, com seus medos e devaneios.
O que a fazia estremecer? Por que o semblante triste escondia um auspicioso sorriso?

Impossível não questionar.

Ela escondia-se alia, com suas vergonhas e defeitos, lembranças e perspectivas.
Teria forças para se modificar? Ou persistir no erro seria a solução mais eficaz?
Definitivamente, não dá para entender num olhar.

O que se sabe?
Mesmo remando contra a maré, ela estava e continua ali.
Esperando para se arrepiar, desejar, delirar e outra vez amar.
Ora sorrindo, ora chorando, sempre sonhando com aquele sorriso diferente, um gesto há tempos ausente, que pode nunca retornar.
Mas ali ela sempre vai estar.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Até logo...


Ele era baixinho, mas alojava um sábio coração, que aprendeu a sobreviver com cada passo que dava, mesmo que fosse para trás. Seu Matias não está mais entre nós. Deixou aqui na Terra uma semente de valor inestimável, que vai continuar germinando e crescendo pela eternidade.

De poucas palavras, esse grande homem ensinou muito aos poucos que tiveram a honra de conhecê-lo. Para mim, a maior dádiva que ele deixou foi transmitir a todos que o cercavam o grande valor de cada ser humano que encontramos nesse mundo belo e ingrato, gracioso e confuso, pequeno e imenso.

Sim, é das pessoas que podemos tirar as mais preciosas lições. Amigáveis ou distantes, cada uma  que cruza nosso caminho tem algo importante a nos passar, seja por palavras, atos, sentimentos ou omissões.

Nada como a convivência para saber como desejamos ser tratados e da mesma forma agir em nossas relações. Nada como um minuto de bobeira do outro para afirmar “eu nunca vou agir assim” e fazer disso um propósito de vida. Nada como uma lágrima de alguém querido para você demonstrar o quão grande é o seu apreço por ele.

Alguns passam por nossas vidas como num estalar de dedos, o tempo necessário para nos deixar firmes marcas. Outras estão ali o tempo todo para nos lembrar de nossas responsabilidades. Tem aquelas que estão na mesma sintonia. E outras, porém, que mesmo trilhando um percurso adverso, conseguem mostrar por que apareceram.

Todas ensinam, com boas e más condutas. E isso é o que mais me impressiona. Por que se preocupar com o que o outro pensa de mim ao invés de tentar assimilar o que de melhor ele tem para oferecer, que são as próprias experiências?

Ainda há uma venda nos olhos da maioria, ainda incapaz de aceitar que viver em grupo é mais do que conveniência. É aprendizado. Seu Matias, com sua simplicidade, sempre falava de reforma, de mudança. Quer coisa melhor para testar nossos limites e valores do que respeitar as diferenças e aprender com elas?

É por assim pensar que eu vivo intensamente todas as relações, sejam as bruscas, as temporárias, no trabalho ou as amizades já consistentes. Por acreditar que ainda tenho muito para crescer que sou boa ouvinte, observadora, às vezes até pé no saco, mas tento sempre tirar uma casquinha de sabedoria de cada um que cruza o meu caminho.

A maioria pode até não se lembrar quem sou ou onde nos cruzamos. O contato pode ter sido mínimo, mas o suficiente para ficar gravado como uma lembrança agradável. Uma certeza: recordo-me com gratidão de todos, mesmo daqueles que o convívio tenha sido doloroso ou ainda haja resquícios de mágoa, pois já está mais do que provado que é das lágrimas de tristeza que nascem os mais valiosos ensinamentos.

Saudade tenho de muitos. Fizeram as próprias escolhas e traçaram planos que não se confundem com os meus. Prefiro não dizer adeus, pois carrego a esperança de que um dia haverá um novo encontro e terei a  oportunidade de aprender com eles uma vez mais. De outros, guardo a distância prudente e necessária com a certeza de que encerrei um ciclo.

“Nunca” é uma palavra que exclui do meu dicionário. Por acreditar na eternidade é que ainda espero por novos tropeços, desafios e por que não reencontros. Dizer adeus também é forte demais para quem deseja tudo isso. Por isso, naquela segunda-feira triste e vazia, eu não disse “adeus Seu Matias”. “Até logo e obrigada por tudo” foi ideal.

P.S. Seu Matias faleceu no dia 14 de janeiro de 2011. Era desembargador aposentado e presidente da Casa de Luz Vovó Maria Conga, onde desenvolveu, ao lado da amada Grécia, diversos trabalhos sociais e de socorro a milhares de pessoas que procuram na espiritualidade um acalento para suas dores, inclusive eu.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dia de TPM


Hoje é o primeiro dia da minha TPM de cada mês. Nada de dores físicas, cólicas ou adjacentes. Segurei as pontas o dia todo pra não chorar no trabalho. E já cheguei avisando para as mais íntimas:

- TPM. Se eu for grossa com alguém, releva!

De imediato, elas concordaram. Não é mito, drama, imaginação, blefe, coisa da cabeça, charminho, cu doce ou enganação. Como odeio ouvir isso de homens que nunca conseguirão entender o quão triste podem ser os dias que antecedem o ciclo menstrual! Isso sem contar os dias de maré vermelha. É sofrimento demais.

Chazinho ou calmantes? Não funcionam. Já testei muitos e é como beber água. Não há explicação científica, concreta ou sobrenatural para a tamanha tensão que nós mulheres carregamos no peito quando se aproxima a menstruação.

Uma coisa é certa: o melhor remédio pra esses dias tortuosos, difíceis, quase intermináveis é carinho. Essa dor inexplicável que bate no peito pode ser pelo menos amenizada com pequenos gestos de afeto.

Não pergunte por que ou como, mas receber carinho me fez perceber que um dia de TPM pode reservar grandes lições. Hoje, aprendi que mesmo nos dias de melancolia, há motivos para sorrir. Obrigada @nadimachalup e @vskaren!

Aos homens um recado: não tentem entender ou estudar fatos concretos. A TPM é tão confusa e abstrata que nem mesmo quem é acometida por esse emaranhado de emoções e sintomas consegue entender. O que fazer? Respeitem e, acima de tudo, sejam carinhosos. Como? Descubram!

domingo, 30 de janeiro de 2011

E não somente ser ou estar

Aprendendo
A voar mais alto
A escutar o silêncio
A viver
E não somente sobreviver

Continuando

A despertar risadas
A provocar suspiros
A concretizar desejos
E não somente imaginar

Procurando
Novos horizontes
Novos amigos
Novo amor
E não somente almejar

Desculpando
As lágrimas insensatas
As dores mal curadas
Aqueles que não entenderam
E não somente deixar passar

Compreendendo
Que é preciso ir além do próximo passo
Que um sorriso vale mais que mil palavras
Que um olhar pode levar ao céu
E não somente beijar

Sentindo
Alguém cada vez mais perto
Outro alguém cada vez mais longe
Que sempre há algo além do concreto
E não somente sonhar

Querendo
Uma noite a mais
Um beijo a mais
Um sorriso a mais
E não somente ofegar

Aprendendo...
Continuando...
Procurando...
Desculpando...
Compreendendo...
Sentindo...
Querendo...
E não somente ser ou estar

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Crônica da despedida


Não me olhe assim.
Lamentações não camuflam certezas. É o momento exato de seguir sem permanecer abotoado a lembranças, a fatos isolados que não dão consistência ao presente. Convencer-me do contrário nos afastaria do que verdadeiramente almejamos.
O próximo passo será dado sem você.

Não diga infelizmente.
Felizes somos por não guardar cicatrizes. Temos o prazer inestimável de recalcar apenas momentos de intensa satisfação e amizade.
O próximo desejo não será por você.

Não me peça para ficar.
Cometer mais esse erro comprometeria um futuro que talvez nem se realize, mas que se revela promissor e evolutivo.
Na próxima queda, não terei você para me levantar.

Não cogite uma última vez.
Prefira esconder seu desejo, controlar seu pulso, exalar um suspiro doce ao sentir meu cheiro à distância.
O próximo beijo não será dado em você.

Não se preocupe.
Alguém me espera para afastar o vazio que você não é capaz de preencher.
A próxima lágrima será de felicidade e você não poderá enxugá-la.

Não me impeça de voar.
De sentir o que os meus olhos humanos e imperfeitos ainda não são capazes de observar. Talvez imaginar possa sugerir insanidade, mas pés no chão nunca são garantia do acerto.
O próximo pouso será realizado sem você ao meu lado.

Não tente entender.
Nossas realidades não se confundem. Os pensamentos, sim, divagam por terrenos tortuosos e excitantes, mas infinitamente díspares. 
O próximo ensinamento não será compartilhado com você.

Apenas sorria.
E com este sorriso, espontâneo e convincente, reviva a nostalgia do encontro sem desejá-lo uma vez mais.
O próximo suspiro não será por você.

Não precisa dizer adeus.
O mundo é pequeno demais para não planejar reencontros. E quando a surpresa nos pregar uma nova e emocionante peça, não diga “oi”, não tente se aproximar ou mesmo me tocar. Em meio às máscaras das aparências, encare disfarçadamente meus olhos como a dizer “foi único enquanto durou”.


P.S.: Advinha!